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Comunicado ABRACI
Edição 20/06 - 07/07/2006
 

Este comunicado semanal informa sobre as atividades da ABRACI e também resume o que há de relevante na imprensa nacional de interesse para a indústria de circuitos impressos.

TV digital é oficializada no Brasil

O governo assinou o decreto que estabelece as regras para a implantação da TV digital no País. São normas que vão mudar a cara dos 70 milhões de televisores existentes no Brasil ao longo dos próximos 10 anos, quando todas as TVs do País serão digitais. Também foi assinado um Termo de Compromisso entre os governos brasileiro e japonês, com a presença do ministro do Interior e da Comunicação do Japão, Heizo Takenaka, formalizando a adesão do Brasil ao padrão tecnológico japonês. O decreto cria o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T), que terá grande parte do padrão japonês, mas com inovações tecnológicas desenvolvidas no Brasil. As regras do decreto são importantes porque, a partir delas, emissoras e indústrias poderão começar a trabalhar para mudar os equipamentos de transmissão e a produzir os novos televisores.
Somente depois dessa mudança é que a TV digital poderá começar a chegar à casa dos brasileiros, o que deve acontecer, numa previsão mais otimista, no final de 2007. E deve começar pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, avançando gradativamente para as demais capitais e outras grandes cidades.

As redes de TV terão prazo de sete anos para cobrir digitalmente todo território nacional. O sistema analógico, poderá ser utilizado até 2016, quando esse tipo de transmissão deixará de ser feito. Como os televisores digitais, que custam cerca de R$ 10 mil, ainda vão levar cerca de três anos para baixar de preço, o consumidor poderá comprar um conversor de sinais ("set top box"), que transforma o sinal digital em analógico. A estimativa é de que a versão mais simples desse conversor começará custando US$ 50 (cerca de R$ 110). Há um plano, inclusive, de financiar a compra desse aparelho, por meio de instituições financeiras.

O consórcio de pesquisa que desenvolve o conversor é liderado pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), da Universidade de São Paulo (USP).

O governo quer usar o set top box, que tem as dimensões de um DVD, para promover a inclusão digital. Uma das condições básicas do modelo brasileiro de TV digital é a interatividade, que permite usar o conversor também para substituir o computador em funções próprias da internet, como ter um e-mail, fazer compras e acessar dados do FGTS e INSS, por exemplo.


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